Vassouras um lugar de História e de Arte
Cidade dos Barões do café " a cidade mais rica do Império Brasileiro, durante cerca de três décadas.Nos dias atuais, já soma também trinta anos como cenário da educação e dos filmes e novelas da época colonial.O agradável clima tropical de altitude, aliado à beleza do casario antigo e a tranqüilidade de seus recantos e sua gente, fazem de Vassouras um roteiro perfeito para quem procura paz, cultura, beleza natural e lazer saudável.
Criação da Cidade de Vassouras
A região Fluminense começou a ser explorada a partir de Resende. Naquela época a procura de terras se dava ao longo do Rio Paraíba, pois as terras eram mais férteis nas margens do rio.
Em 1782 surge a Sesmaria de Vassouras e Rio Bonito. Em 1821 é criada a Vila de Paty do Alferes, da qual o povoado de Vassouras fazia parte. Nesse tempo o café começa a ser cultivado na região e para aqui se deslocavam os investidores. O clima e a topografia da região eram perfeitos para o cultivo da planta, cuja a bebida era bastante apreciada na Europa e na América. Vassouras foi promovida a Vila em decreto de 1833, quando para cá transferiram a Câmara e toda a atividade social e econômica de Paty do Alferes. O Café toma o lugar da mata Atlântica, as vilas crescem, as fazendas se multiplicam. Surge uma nova aristocracia rural: os Condes, Viscondes e Barões do Café.
As fazendas dos aristocratas podiam ser comparadas à palácios. Em 1843 o Conde de Castlenau durante uma visita pela região fluminense, esteve na "Fazenda do Secretario" localizada aqui em Vassouras. Ficou impressionado com os 200 escravos que tomavam conta das lavouras de café e cana.

Em 1857 Vassouras e elevada a condição de cidade. Nesse periodo o café se torna nosso maior produto de exportação e Vassouras e o centro de sua produção e comercialização. Para abastecer e entreter as abastadas famílias que aqui viviam um rico comércio se estabelece, produções teatrais e musicais sao trazidas da Europa: Vassouras vive seu apogeu.
Oliveira Viana descreveu a sociedade fluminense da época: "O Fluminense não tem o orgulho do Paulista, nem o democratismo dos Mineiros. Era mais fino, mais elegante, mais socialmente culto, pela proximidade, convívio e hegemonia da família Imperial.
Aproximadamente em 1870 acentua-se o declínio da lavoura fluminense. Na época só se utilizava das queimadas para preparar a agricultura, não era poupada nenhuma arvore nem mesmo as gigantes seculares tipo o Jequetibá, todas foram queimadas para dar lugar ao café.
A exploração sem consciência ocasionou erosão do solo que secou as nascentes, a devastação até modificou o clima e marcou o fim das grandes lavouras de Café na região.
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